"O anartista tem parecenças com o acéfalo, o anormal e o anarquista"
"Manisfesto"
quarta-feira, 9 de janeiro de 2019
terça-feira, 8 de janeiro de 2019
28. “Presa”
Acrílico sobre tela, raspagem, colagem de objecto/ 60x100cm
1.200,00€
Autor: KAISER
"Continuo em casa"
Cinco barras com gotas de cores simbólicas, mas muito expressivas. Uma vassoura de folhas com dez garras. É sobre a condição da mulher? É, mas é muito mais aberto o conceito que está escondido por detrás da concepção deste quadro. A Humanidade ou a falta dela, as relações entre seres, homens e mulheres. Porquê o rosto de mulher? Porque são lindas, volúveis, irresistivelmente imprevisíveis, esculturas vivas, e porque desejo que se elimine o uso universal do masculino para exprimir o plural de masculinos e de femininos. Todos os Homens não. Eu quero fazer parte do plural “todas as mulheres do mundo”. Gosto de ser poeta e anartista, não quero ser poeto nem anartisto.
26. O Desvendar da Terra Árida
Acrílico s/tela
600,00€
Autor: ARNALDO MACEDO
Eis o Manifesto que na febre de criar num voo de uma Maçã alada, na sua dor por um processo misterioso, desvenda o corpo aberto de uma Terra árida… pois, há momentos em que ao copiar o sentir das almas, é ser-se Poeta e Pintor, é ser-se filósofo, é ser o aço brilhante de uma navalha a espetar-se nele saboreando o próprio sangue que lhe escorre.
@Arnaldo Macedo
25. “Gosta do meu quadro? II”
Acrílico sobre tela, raspagem, colagem/ 30x40cm
500,00€
Autor: KAISER
Gosta do meu quadro? I e II
Um ser estranho, mas impossivelmente belo e atraente, com pormenores que o ligam a uma entidade extra-terrena, com rosto e cabelo que, artificialmente, a colocam próxima das grandes divas dos anos 40 e 50 do século passado. Gostar ou não parece ser muito simples. Mas o que é ser bom ou mau? Gostar ou não gostar do que se vê? Talvez seja adequado procurar resposta a estas questões no que não se vê, melhor, no que se entrevê ou se pressente. Liga e tenta a tua sorte. Gostas? Pouco importa, porque isto não é arte, é anarte.
23. “Gosta do meu quadro? I”
Acrílico sobre tela, raspagem, colagem/ 30x40cm
320,00€
Autor: KAISER
Gosta do meu quadro? I e II
Um ser estranho, mas impossivelmente belo e atraente, com pormenores que o ligam a uma entidade extra-terrena, com rosto e cabelo que, artificialmente, a colocam próxima das grandes divas dos anos 40 e 50 do século passado. Gostar ou não parece ser muito simples. Mas o que é ser bom ou mau? Gostar ou não gostar do que se vê? Talvez seja adequado procurar resposta a estas questões no que não se vê, melhor, no que se entrevê ou se pressente. Liga e tenta a tua sorte. Gostas? Pouco importa, porque isto não é arte, é anarte.
21. O Anuncio do Manifesto
Acrílico s/tela
600,00€
Autor: ARNALDO MACEDO
A anunciar a chegada do Manifesto...
O Balão-maçã na passagem pelo mundo dos Anjos e Demónios de rostos de plástico, anuncia ao som de um tim tam tim tam a chegada da Sr.ª Boa-vontade… o delírio chegou como o sol a lamber a pele... das mármores dos túmulos saí um bailado de poeira de ouro, os peixes- origamis soltam-se do espelho do Olímpico em regozijo…
@Arnaldo Macedo
20. “Opção certa?”
Acrílico sobre tela/ 40x90cm
Autor: KAISER
"Opção certa?"
Interagir com naturezas mortas parece inútil. Inútil é não interagir, não dialogar, não nos comprometermos com o que vemos, vivo ou morto. A morte de uma manifestação anartística está na ausência de compromisso com o olhar inquisidor. Duas pistolas com cores simbólicas, mas não fortuitas, apontam para o inexpressivo rosto oprimido pelas invisíveis barras que o aprisionam; duas outras pistolas apontam para a frente desse rosto. Parece óbvio, mas que culatra puxarias atrás e que gatilho pressionarias? Amplifica o rosto e dá-lhe muitos sentidos e sentirás a anarte em ti.
19. Colorir com Medo
Acrílico s/tela
450,00€
Autor: ARNALDO MACEDO
Quando o Negro resvala como pegadas de dinossauro sobre um véu azul, sentes o teu corpo a desmanchar-se em nuvens de cinzas, ouves vozes a clamar no deserto...
O Medo assenhoreou-se…
“Eu?” Gozava poder transformar o Medo numa máscara em forma de maçã alada com umas longas asas.
Pôr o Exmo. Sr. Medo tão bêbado, que da sua boca, da idade do antigo testamento, se metamorfoseasse num aquário de água salgada partido, a vomitar todas as lágrimas e peixes, que originam um grande lago na terra desértica.
Mas o Medo é dominador, poderosíssimo, cauteloso, sisudo, pouco falador, e não ri...
O Medo não gosta de Maçãs aladas nem de voar…
O Medo não consome bebidas alcoólicas nem fuma…
O Medo não passa nos semáforos vermelhos…
O Medo faz todos os traços com tanta precisão, que até parecem serem feitos à régua, esquadro e compasso…
O Medo é um grande Chato...um grande Filho da Puta.
@Arnaldo Macedo
17. “Olha à tua volta!”
Acrílico sobre tela, colagem de objecto/ 60x80cm
800,00€
Autor: KAISER
"Olha à tua volta"
Em criança, a minha avó, com alguma frequência, entrava na despensa munida de uma vassoura e atacava os ratos que roíam e envenenavam os alimentos e que escapavam às ratoeiras armadas. Hoje, disfarçados de cores básicas e fazendo-se passar pela simplicidade de uma existência igual à de tantos outros, há ratos prontos a atacarem a despensa comum sempre com o objectivo de alcançarem o alimento predilecto. Os ratos roeram a vassoura da minha avó e, agora, passeiam sôfregos entre nós.
15. Sur(real)isticamente
Acrílico s/tela
450,00€
Autor: ARNALDO MACEDO
Manifesto Terrestre...
A Terra, Mãe que nos Pariu a Todos…Numa ejaculação solta umas sementes da maçã, enquanto é fodida pelo Mar, Sol, e pelos próprios filhos… (estes pelo seu aniversário ofereceram um chulo que dá pelo nome de Buraco do Azono)
Mas a Terra como Puta não deixa de cobrar essas mesmas fodas…
E Eu Filho da Terra, se sou Um Eu, tento fugir para os lados do azul para poder junto voar com as Maçãs aladas…
Mas mesmo assim não deixo de ser um Filho de uma Puta.
Não entendeste o texto!!??...
Aqui fica uma dica.
Pega numa garrafa de 900ml de Hidromel e devora toda, consome um cigarro com 0,8gramas de um produto alucinante, e depois pega num aparelho sonoro que tiveres à mão e ouve durante 23 minutos o som de um Didgeridoo.
Se nem assim entendes o texto.
Vai à farmácia mais próxima e pede um frasco de Duphalac, ou melhor diz ao farmacêutico que queres um xarope para a prisão do ventre, e toma logo 5 a 6 colheres de uma vez só…Pronto…Agora vou confidenciar com o Meu Silêncio…
@Arnaldo Macedo
14. “É a tua? Pois, nunca é a de ninguém…”
Acrílico sobre tela, colagem/ 100x70cm
1.300,00€
Autor: KAISER
"É a tua? Pois, nunca é a de ninguém…"
Pensamos que somos maiores do que nós próprios, que o nosso corpo e o seu aspecto nos definem e identificam. Há preto, muito preto, black, schwarz, schwarzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz e adormecemos com a esperança de acordarmos num novo dia, com uma nova roupagem. Serei novo, serei ano novo, serei diferente e nunca mais caberei naquela minúscula cápsula onde morei. Se tentares entrar lá, verás que não é só a tua alma que lá cabe, o teu corpo também, sem dificuldade, se acomodará.
12. "A cabeça mecânica de Raoul Hausmann II"
Acrílico sobre tela, acrílico sobre papel, raspagem, colagem/ 50x60cm
Autor: KAISER
"A cabeça mecânica de Raoul Hausman I e II"
Ligar, interligar, conectar, aproximar, relacionar. Quando surge uma ideia, ela imediatamente se complementa com outras que começam a aparecer. Raoul Hausmann criou uma escultura dadaísta, “A cabeça mecânica”, e eu olhei para ela e para Hausmann e vi nele a cabeça mecânica. Aumentar a cabeça de Hausmann é irmaná-lo com a sua criação. Criador e criação, espelho e reflexo. Contactado Blixa Bargeld, vocalista da banda de rock industrial “Einsturzende Neubaten”, autor de uma música que se ligava à ideia de homenagear a corrente dadaísta, obtive permissão para incluir no meu quadro a letra de “Let´s do it a dada”. De seguida, contactei Philip Hartmann, autor da fotografia de Blixa Bargeld exposta, com dois dedos apontando para a sua cabeça, que me permitiu a colagem da sua fotografia de Blixa Bargeld ( Bargeld é um nome escolhido pelo próprio para homenagear Johannes Theodor Baargeld, autor dadaísta). Ainda faltava ligar o número 22, presente na escultura. Na tabela periódica, 22 é o número do símbolo químico titânio (Ti), um elemento de transição. Da cabeça, das ideias surgem os movimentos que servirão de ponte para a realização de outras manifestações lindas.
sexta-feira, 21 de dezembro de 2018
quinta-feira, 13 de dezembro de 2018
10. “As Mãos-macieiras”
Acrílico s/tela
500,00€
Autor: ARNALDO MACEDO
Os peixes carregados de sal pelo tédio nadam na terra seca como um rebanho de ovelhas em direção ao relógio do tempo que afunda-se nas areias de conchas adormecidas… As Mãos-macieiras apontam o caminho da luminosidade limpa, com sombras de almas de maçãs aladas. Mas o vento que desliza traz um eco, mas os peixes são surdos e mudos, e só conseguem ouvir a eles e seus semelhantes …
@Arnaldo Macedo
9. "Hot winter"
Acrílico sobre tela, acrílico sobre papel, colagem/ 30x70cm
Autor: KAISER
"Hot winter"
Em “Petúlia”,filme de Richard Lester, de 1963, Archie toma um copo com o seu amigo num bar, onde uma das funcionárias atende em topless, como todas as outras, mas usando uma gabardine transparente. A opacidade dos corpos inutilizou a perspicuidade da gabardine. Assim, revelo, em plano central, os objectos da minha fantasia, marginalizando os corpos que os prejudicam quando os vestem e lhes retiram a sua limpidez e clareza, anulando-os naquilo que mais os distingue: nada escondem. Só é quente para quem não vê como eu… ou para quem vê como eu.
8. “Estou com um olhar de pedra gelada”
Autor: ARNALDO MACEDO
"Estou com um olhar de pedra gelada"
Doí-me as feridas aplicadas pelo ponteiro do tempo, que me consome em pedaços…
Tenho a alma a sobressaltar de esquecimento.
Perdi tudo o que senti….
Constantes visões fantasmagóricas perseguem-me…
Tenho a sensação de ser uns blocos de uma estátua estática…
Que no silêncio da minha sombra, ouço o gritar de uma maçã alada…
Mas eu não entendo o que diz!..
Ah, maldita minha loucura…
Que pões a cabeça com tanta indiferença
Que nem tão pouco acredito, que Eu, Sou Eu….
E estou com horror de existir…
7. "Ode a Dada"
Acrílico sobre tela, acrílico sobre papel, raspagem, colagem/ 40x80cm
Autor: KAISER
"Ode a Dada"
O primeiro quadro-poema do mundo como homenagem ao movimento dadaísta. Tristan Tzara, com Hugo Ball, liderou o primeiro grupo dadaísta em Zurique, em 1915. Transgressor e provocador, criou a receita perfeita para a realização do mais belo e supremo poema. Podem não compreender o poema dadaísta ou este quadro-poema dadaísta, mas eles representam a mais bela manifestação do inconsciente criador. Rostos de Tristan Tzara, Max Ernst, Man Ray, Marcel Duchamp, que se destacaram dadaisticamente em áreas diferentes da arte, surgem divididos (metade coloridos, metade a preto e branco). Retirados ao acaso, como mandam as regras expostas na receita para fazer um quadro dadaísta, foram colados de acordo com a ordem de saída. A colorização de metade dos rostos denuncia o percurso dadaísta como manifestação artística: o princípio de muitos outros movimentos. A tabela periódica está presente com alguns dos seus elementos/materiais de transicção. A desarmonia dos meios-rostos aleatoriamente colados permite transportar-nos para hipóteses de concretização atrevidas e dilacerantes. Este é o primeiro quadro-poema dadaísta sem ser dadaísta e sem nunca ter sido pensado pelos dadaístas. Isto é anarte.
6. “Que morra o piiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii”
Autor: ARNALDO MACEDO
"Que morra o piiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii"
E eu digo fodam-se os pseudointelectuais
Que se fodam os intitulados de engenheiros, arquitetos, professores, doutores, padres, poetas e pintores….
Que se fodam os críticos…
Quero que se foda o ser reconhecido como ser humano…
Eu não sou nada!…
Eu. Se sou um Eu, sou um animal em estado bruto, sem predicados….
Sim! Um Animal! Com uma estrutura de esqueleto, um coração que bombeia o sangue para outros órgãos através das artérias e das veias….Mas eu nem tão pouco sei se Eu sou um Eu…
Gostava de ser Alma, unicamente Alma, como uma maçã voadora, que voa, voa… sem obedecer a sinais, sem fixar-me nesta moldura, que estas criaturas, que dizem seres humanos, criaram…
Que morra o piiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii
Eu digo fodam-se……
@Arnaldo Macedo
5. “Sandra"
Acrílico sobre tela e colagem/ 90x50cm
Autor: KAISER
"Sandra"
Sandra… é a força natural da mulher na sociedade actual. O feminismo proclama a igualdade, a feminilidade de Sandra proclama a superioridade da formação no ensino superior e da vantagem em andar de fato de banho. Em sintonia com a revista Happy, as cores da imagem espalham-se pelo corpo superior da Sandra, tornando-a única, uma estrela pop-art. O pormenor que a distingue nem sempre é perceptível, mas é aquela mala da Furla, com cores que se insinuam na transparência do material que a torna única. Sempre disse que, quando morrer, não quero ser enclausurado numa caixa de madeira com interior almofadado. Quero ser enterrado numa mala Furla feita de propósito para mim. Que o meu caixão seja transparente, seja uma mala Furla e que um helicóptero a suspenda pelas alças e me deposite na minha cova perene.
3. “A cabeça mecânica de Raoul Hausmann"
Acrílico sobre tela, acrílico sobre papel, raspagem, colagem/ 40x50cm
Autor: KAISER
"A cabeça mecânica de Raoul Hausman I e II"
Ligar, interligar, conectar, aproximar, relacionar. Quando surge uma ideia, ela imediatamente se complementa com outras que começam a aparecer. Raoul Hausmann criou uma escultura dadaísta, “A cabeça mecânica”, e eu olhei para ela e para Hausmann e vi nele a cabeça mecânica. Aumentar a cabeça de Hausmann é irmaná-lo com a sua criação. Criador e criação, espelho e reflexo. Contactado Blixa Bargeld, vocalista da banda de rock industrial “Einsturzende Neubaten”, autor de uma música que se ligava à ideia de homenagear a corrente dadaísta, obtive permissão para incluir no meu quadro a letra de “Let´s do it a dada”. De seguida, contactei Philip Hartmann, autor da fotografia de Blixa Bargeld exposta, com dois dedos apontando para a sua cabeça, que me permitiu a colagem da sua fotografia de Blixa Bargeld ( Bargeld é um nome escolhido pelo próprio para homenagear Johannes Theodor Baargeld, autor dadaísta). Ainda faltava ligar o número 22, presente na escultura. Na tabela periódica, 22 é o número do símbolo químico titânio (Ti), um elemento de transição. Da cabeça, das ideias surgem os movimentos que servirão de ponte para a realização de outras manifestações lindas.
2. “O Presidente da Agência de Suicídio”
Autor: ARNALDO MACEDO
"O Presidente da Agência de Suicídio"
Para Todas as Queridas Ovelhas, que gostam de emprenhar pelos ouvidos, com Cérebros de Parasitas, e Bocas cheias de Excrementos…
Hoje está um Dia tão lindo para Morrer!!!
Recomendo:
AGÊNCIA DE SUICÍDIO
Sociedade reconhecida de utilidade pública
Capital: 5.000 de Euros
Sede social: Rua Da Saudade N:69. Localização: A 10 Km Dos Colhões de Portugal.
Graças a dispositivos modernos, a AGÊNCIA DE SUICÍDIO tem o prazer de anunciar aos seus clientes que se encontra habilitada a garantir-lhes uma MORTE CERTA e IMEDIATA, o que não deixará de seduzir quem se afastou do suicídio com medo de "falhar". Foi pensando na eliminação dos desesperados, elemento de contaminação temível numa sociedade, que o SR. PRIMEIRO-MINISTRO dignou-se honrar o nosso Estabelecimento com a sua presidência honorífica.
Por outro lado, a A.S. proporciona, finalmente, um modo minimamente correcto de abandonar a Vida, pois a Morte é a única fraqueza que não permite Falhar......
TARIFAS:
Veneno......................................... 100 Euros
Morte perfumada - (taxa de luxo incluída) ..... 300 Euros
Enforcamento - (Suicídio para pobres) ........... 25 Euros
Morte á facada – (Com limpeza do sangue)....150 Euros
Nota: — Tendo o nosso estabelecimento garantia de Bom serviço, recomenda-se que seja pago antes do acto. Pois não é provado que o falecido pague a conta depois de falecer... Esta empresa tem em projecto para futuro, (Morte de Revolver e Electrocussão)...
Continuem com a vossa Imbecilidade….Adoro-vos
@Arnaldo Macedo
1. “Opção certa"
Acrílico sobre tela, raspagem, colagem de papel e cápsula/ 30x40cm
Autor: KAISER
"Opção certa"
Esta é a opção certa, sem dúvida. Braços e punhos amarrados, boca tapada são símbolos com diversos significados que podes encontrar. Disparou e saiu uma irreal bala negra cuspindo encarnado vivo. Não penses que a imagem é só de uma mulher, pois, na verdade, é a imagem de uma ideia. Dispara, liberta o conceito e liberta-te.
sexta-feira, 2 de novembro de 2018
terça-feira, 30 de outubro de 2018
Manifesto do anartista
Excertos do “Manifesto do anartista”
“Um anartista será um anormal que, como vulgarmente são entendidos os anormais, não faz nada como normalmente os artistas fazem (…)”
“São os estudiosos das artes como os índios que, perante a projecção de um filme sobre uma grande metrópole, não reagem a não ser quando observam em trânsito num passeio apinhado de gente estranha uma bem familiar galinha, a única coisa que os liga a esse mundo desconhecido.”
“Há, naturalmente, nesta apreciação crítica ao anartista o maior elogio à sua arte, ou anarte, sendo esta a arte que nega a arte, como a anti-filosofia é a filosofia que nega a filosofia.”
“Os artistas vivem no mundo dos artistas, numa espécie de éden onde todos andam nus e desconhecem a existência do lado de fora do jardim de onde nunca saíram, coitados, foram lá colocados e ninguém lhes disse que podiam sair e como rejeitam, como os índios, o que desconhecem, negam a existência da arte anedénica, talvez porque nunca comeram uma maçã.”
“José Régio afirmou no seu “Três ensaios sobre arte” que a arte é a “criação consciente de beleza”. Na minúscula ilha do Pacífico, arte é a “criação obediente de beleza.”
“Concluo que é claro que o anartista não tem pátria nem partido, mas as suas obras poderão revelar a pátria que não o possui e o partido a que não se filiou.”
“Com “anarquista”, o anartista sente uma ligação fraternal, acreditando ter sido parido por mesma mãe e de ter sido concebido por mesmo pai. “
“O anartista é o anarquista da arte e, tal como o anarquista, ainda ninguém o foi capaz de classificar como uma gema de incalculável valor porque só são capazes de classificar as pedras que já identificaram e só valorizam as que são lapidadas como já viram fazer.”
Kaiser
Desenhos de Arnaldo Macedo
KAISER
Biografia
Kaiser nasceu em 2006, em Lousada. Não fez estudos primários, básicos nem secundários, muito menos superiores, ingressando na carreira de anartista assim que começou a pintar ou a fazer algo parecido com essa actividade. Alimenta-se de ideias, trabalha conceitos, pensa, reflecte, organiza, desorganiza, constrói e destrói, e, no final, passa verniz.
Exposições principais
2006- Exposição solar durante quatro horas, das 15H às 19H, na praia da Concha, em S. Pedro de Moel, com escaldão.
2007- Exposição em palco, em Berkhina, Hungria, a representar a personagem do Lobo mau que queria “comer” a avozinha sem preservativo.
2008- Exposição a raios-x durante a realização de uma Tomografia Axial Computorizada ao cérebro, no Hospital de Braga, depois de ter batido com a cabeça no poste de uma baliza de futebol.
2009- Exposição ao vírus da gripe das aves, H5N1, depois de andar a comer pito vindo da China, ofertado por sua namorada de então, Li Wangping, filha dos donos do restaurante chinês “ Taipé é China”.
2010- Exposição ao ridículo quando foi trabalhar com duas sapatilhas diferentes e achou que, naquele dia, todos os colegas de trabalho andavam muito sorridentes.
2012- Exposição à depressão e à loucura durante os meses de namoro com a psicótica, desequilibrada e descompensada Aninhas.
2013- Exposição ao risco de morte quando, no Verão, proferiu, em altos brados, no meio de um café cheio de bombeiros, que eram eles que pegavam fogo à floresta.
2014- Exposição à chuva, ao vento, à intempérie, ao dilúvio durante duas horas na paragem do autocarro que, devido a avaria, não chegou a tempo de impedir uma pneumonia.
Exposições permanentes desde 2006
Exposição à poluição ambiental assim que sai à rua.
Exposição à poluição sonora sempre que é obrigado a ouvir rap, hip-hop, fado e todo o género de má música.
Exposição a antibióticos, pesticidas, fertilizantes, hormonas, químicos, ceras, polímeros, conservantes, corantes e toda a espécie de elementos tóxicos presentes nos alimentos.
Kaiser
Kaiser nasceu em 2006, em Lousada. Não fez estudos primários, básicos nem secundários, muito menos superiores, ingressando na carreira de anartista assim que começou a pintar ou a fazer algo parecido com essa actividade. Alimenta-se de ideias, trabalha conceitos, pensa, reflecte, organiza, desorganiza, constrói e destrói, e, no final, passa verniz.
Exposições principais
2006- Exposição solar durante quatro horas, das 15H às 19H, na praia da Concha, em S. Pedro de Moel, com escaldão.
2007- Exposição em palco, em Berkhina, Hungria, a representar a personagem do Lobo mau que queria “comer” a avozinha sem preservativo.
2008- Exposição a raios-x durante a realização de uma Tomografia Axial Computorizada ao cérebro, no Hospital de Braga, depois de ter batido com a cabeça no poste de uma baliza de futebol.
2009- Exposição ao vírus da gripe das aves, H5N1, depois de andar a comer pito vindo da China, ofertado por sua namorada de então, Li Wangping, filha dos donos do restaurante chinês “ Taipé é China”.
2010- Exposição ao ridículo quando foi trabalhar com duas sapatilhas diferentes e achou que, naquele dia, todos os colegas de trabalho andavam muito sorridentes.
2012- Exposição à depressão e à loucura durante os meses de namoro com a psicótica, desequilibrada e descompensada Aninhas.
2013- Exposição ao risco de morte quando, no Verão, proferiu, em altos brados, no meio de um café cheio de bombeiros, que eram eles que pegavam fogo à floresta.
2014- Exposição à chuva, ao vento, à intempérie, ao dilúvio durante duas horas na paragem do autocarro que, devido a avaria, não chegou a tempo de impedir uma pneumonia.
Exposições permanentes desde 2006
Exposição à poluição ambiental assim que sai à rua.
Exposição à poluição sonora sempre que é obrigado a ouvir rap, hip-hop, fado e todo o género de má música.
Exposição a antibióticos, pesticidas, fertilizantes, hormonas, químicos, ceras, polímeros, conservantes, corantes e toda a espécie de elementos tóxicos presentes nos alimentos.
Kaiser
ARNALDO MACEDO
Arnaldo Macedo Natural de Caldas de Vizela... Com uma obra que atravessou vários estilos, a sua pintura fixou-se na corrente surrealista resultante da influência do pintor surrealista Salvador Dali e do escritor Mário Cesariny. O seu imaginário deambula entre a força simbólica das imagens e a subtileza das palavras. Ganhou alguns prémios em concursos. Tem participado regularmente em exposições colectivas e individuais...
Rejeito aceitar o desconcerto daqueles que acreditam que se tem de viver dentro desta moldura que esta Sociedade nos encaixou.
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